Eletrônica embarcada - Princípios.

O objetivo deste post é ensinar a lógica de trabalho de sistemas automotivos com módulos, os chamados sistemas "embarcados". O leitor não precisa ter conhecimento sobre a área automotiva ou eletrônica de forma que é um post de caráter introdutório. 


Exemplos do dia-a-dia

Imagine que, sem querer, você encoste seu braço nas tubulações do sistema do radiador com o carro funcionando. 

Imagina só! você com certeza vai reagir na hora, você afasta a pele da região quente do motor para evitar se queimar. Provavelmente você vai tirar o braço tão rápido que só vai perceber que tinha encostado em algo quente depois de já ter afastado o braço.

Vamos analisar essa situação com mais detalhes. Quando partes do nosso corpo encostam em regiões quentes, o nosso tato transforma a temperatura em sinais elétricos. Estes sinais são enviados ao cérebro e analisados. 

Como uma das principais estratégias do nosso cérebro é nos manter vivos, entramos em uma estratégia de defesa. A partir desse momento, nosso controlador envia um sinal elétrico aos nossos músculos que respondem a este estímulo com movimento.

Resumindo, a pele traduz o calor para o cérebro. Daí ele entende que aquela temperatura pode te machucar. Por fim, ele envia um comando para o músculo que se movimenta rapidamente.


Certo, mais qual a relação entre a "Eletrônica Embarcada" e o exemplo aqui de cima? 

Em sistemas embarcados, o processo se assemelha em vários pontos. Os sensores fazem o papel da pele, os módulos fazem o papel do cérebro e os atuadores equivalem aos músculos. 

Os sensores enviam sinais elétricos das condições externas (temperatura, pressão, posição de componentes, velocidade etc.). 

Essas informações são analisadas pelo módulo que envia sinais aos atuadores. 

Os atuadores respondem aos comandos do módulo em sua grande maioria com alguma movimentação orientada. 

Essa movimentação altera as condições externas (temperatura, pressão, posição de componentes, velocidade etc.) e o ciclo se repete com os sensores. 

Vale ressaltar que os módulos possuem diversas estratégias e objetivos estabelecidos pelos programadores. Assim como o nosso cérebro comanda para manter a sobrevivência, um módulo de Powertrain ou de gerenciamento da potência de motores elétricos pode comandar para atingir uma velocidade solicitada pelo motorista, mantendo o conforto e dirigibilidade. O que muda é apenas o objetivo do módulo (também chamado de estratégia).

O funcionamento de cada sistema embarcado de maneira individual é um assunto para outros posts. 

Fechamento

Eaí! entendeu como os módulos trabalham? Então deixe aqui nos comentários o que você gostaria que fosse abordado neste blog. 

Forte abraço e bons estudos!


Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Como testar o automático do motor de partida isolado do M.P.?

21. Qual a diferença entre injeção direta e indireta?

Como são feitos os testes de injetores?